terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Tite e um inovador
As coisas vão caminhando bem em campo para o Corinthians.
A torcida não conhece mais o que é estresse. Até quando, ninguém sabe.
Nos últimos tempos, ser “fiel” é sinônimo de prazer.
Atualmente, corintiano só goza, não é gozado.
E a relação interna no vestiário, pelas informações que transpiram, também é muito boa.
Pato, por exemplo, nem lembrava quando tinha sido a última vez que frequentou um “vestiário alegre”.
E o professor Tite tem conseguido escalar e sacar jogadores, sem enfrentar narizes torcidos.
Claro, bons resultados tem a força de promover a concórdia. Todos se tornam mais tolerantes e compreensivos.
Mas é inegável o mérito do treinador em atuar como um coordenador da paz.
Além disso, a cada competição consegue inovar, criar alguma coisa.
Criar ou abraçar bons exemplos usados pelo mundo afora. Outra virtude.
Paulo André, disse com orgulho: “nenhum time brasileiro tem se posicionado como o Corinthians na hora que o adversário vai cobrar uma falta na lateral do campo ou mesmo fazer um cruzamento. Nós fazemos uma linha na meia lua da área… E temos sofrido poucos gols. Treinamos muito esse posicionamento. Mérito do Tite. A cada competição ele faz alguma coisa nova no futebol brasileiro. Até mesmo a rapidez com que o time toma a bola do adversário. O Barcelona é mestre nisso. Nós estamos tentando seguir isso. O trabalho do Tite não cansa”.
Tags: Corinthians, tite
A delícia do gol roubado
O futebol sempre viveu de polêmicas. A única coisa que concordo com o João Havelange é que o brilho do futebol se deve, muito, aos erros de arbitragem. E eles passam para a história mais, as vezes, do que dribles bonitos ou momentos de criatividade. Quem não lembra do “gol de mão” do Leivinha na final do Paulista de 1972. Ou da expulsão do Rui Rei em 1977 e não expulsão do Edmundo em 1993. Tem ainda o Garrincha disputando final de Copa do Mundo, depois de ser expulso na semi final, ou o gol de Maradona de mão contra os ingleses. Ingleses que não tiveram pudor de comemorar o gol, que não entrou, contra a Alemanha Ocidental em 1966, tomando o troco na Africa do Sul, frente aos próprios alemães. É o gol “roubado”, é o erro que dá raiva ao penalizado, porém traz um prazer imenso ao beneficiado. Já vivi os dois lados. Já xinguei mãe de juiz e já gargalhei vendo o rival duas vezes irado. Uma pela derrota em si e outra porque a regra não foi cumprida e contra o time dele. O penalti a favor da Ponte Preta no jogo contra o Corinthians na quarta a tarde, para mim, não existiu. Espero que não tenha existido mesmo. O que teve de corintiano resmungando, não tem dinheiro que pague. O jogo não valia grande coisa. Na verdade nem o campeonato paulista vale. Porém, valeram várias brincadeiras, urros, broncas e gozações. Ganhar é muito bom. “Roubado”, então, nem se fala. Nesse momento de bom mocismo no Brasil, sei que muitos não vão gostar dessa opinião. Sugiro que joguem e acompanhem, mais amiúde, golfe.
Democracia e a sim, sem maracutaia
O líder do movimento para mudar o estatuto do Corinthians a fim de que Andrés Sanchez seja candidato à presidência na próxima eleição, abortou a operação. André Luiz Oliveira, ex-diretor administrativo do clube, afirmou ao blog que não tentará colocar a alteração em votação no Conselho Deliberativo.
“Se é para a felicidade geral da nação, não vamos mais discutir isso. Não quero gerar discórdia”, afirmou André. O presidente Mário Gobbi era contra a mudança. A proposta havia transformado o Parque São Jorge num caldeirão político fora de hora.
Pelo estatuto atual, quem deixa a presidência precisa ficar duas eleições sem se candidatar. A mudança previa que a ausência fosse necessária em só um pleito. Como já não disputou a última votação, Andrés poderia retornar na próxima.
Esta não deve ser a única alteração engavetada. Em reunião nesta segunda, o CORI (Conselho de Orientação) decidiu recomendar ao Conselho Deliberativo que não aceite nenhuma das propostas de mudança. Brecar todas as alterações foi uma sugestão de Andrés.
A alteração que permitiria a candidatura do ex-presidente no final de 2014 foi retirada do pacote antes mesmo da análise do CORI. Mas ela poderia ser apresentada separadamente ao Conselho Deliberativo, coisa que o pai da criança diz ter desistido de fazer.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
CAÇA AO CORINTHIANS EM 2013
Há desafios que parecem inalcançáveis. Vou propor um a vocês. Escreva um texto a respeito de um país que caiu na miséria total, o que fez muitas famílias venderem suas bibliotecas particulares em busca de comida. Você tem 23 letras do alfabeto para cumprir a tarefa.
Antes, porém, veja se é possível chegar perto do que fez o escritor Leonardo Padura no livro “A neblina do passado”. Aí vai.
“A escassez foi tão brutal que alcançou até o venerável mundo dos livros. De um ano para outro, as publicações despencaram em queda livre, e as teias de aranha cobriram as estantes das agora tétricas livrarias, de onde os próprios empregados roubavam as últimas lâmpadas de vida, praticamente inúteis em dias de intermináveis apagões. Foi então que centenas de bibliotecas particulares deixaram de ser fonte de ilustração, orgulho bibliófilo e provisão de lembranças de tempos possivelmente felizes, e trocaram seu cheiro de sabedoria pelo ácido e vulgar fedor de umas cédulas salvadoras.”
“Bibliotecas de valor inestimável, sedimentadas por gerações, e bibliotecas apressadas, montadas por todo tipo de acaso; bibliotecas especializadas nos temas mais profundos e insólitos e bibliotecas compostas por presentes de aniversário e de casamento, todas foram levadas por seus donos ao mais cruel sacrifício, ante o altar pagão da necessidade crescente de dinheiro em que haviam caído, de repente, quase todos os habitantes de um país ameaçado de morte pela inanição acumulada“.
Dá para encarar? Difícil, não é, a não ser que você se chame Milton Hatoun. Escrever bem é saber cortar o texto, deixá-lo distante do que é desnecessário. O texto de Leonardo Padura é assim, mesmo com adjetivos. Bem colocados adjetivos, impossível subtraí-los.
E por que escolhi esse texto, esse assunto na minha despedida temporária. Pequenas férias até 7 de janeiro? Primeiro, porque é bonito e nada melhor do que compartilhar bons textos com vocês.
E, em segundo, para uma comparação.
O Corinthians é o grande desafio de 2013. O time é campeão da América e do Mundo. E está se renovando. Jogadores mais velhos como Alessandro devem dar lugar a novas contratações. Alexandre Pato está chegando. Derrotar o Corinthians, ultrapassar o Corinthians deve ser a meta, o mantra de todos os adversários. Não é tão difícil como fazer um texto da qualidade deste do Padura, mas é duro. O caminho é se aprofundar no conhecimento das qualidades e dos defeitos do rival.
O Corinthians não teve, por exemplo, elenco para ir bem na Libertadores e no Brasileiro ao mesmo tempo. É um problema. Um pequeno problema. Os adversários precisam se reforçar. O São Paulo parece perto de Vargas, o que é ótimo. O que não pode é ficar parando e se lamentando diante do que o ocorreu. Cada vez que um torcedor do Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo ou seja lá quem for fica repetindo ” O Lula ajudou, a Caixa ajudou, o juiz ajudou, o Fernando Torres é péssimo, se não fosse o Diego Souza…”, o Corinthians fica mais perto de repetir a dose em 2013. Estará, pelo menos em termos de resultados e de efetividade, mas perto da perfeição”.
VAI CORINTHIANS !!!!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Veja qual a camisa mais cara e rentável do futebol
O professor-doutor da FGV foi no âmago da questão!
Acabou o romantismo, e neste momento mais do que nunca o futebol é negócio em todos os seus sentidos e em todos os seus segmentos correlatos.
Agora o futebol no todo é emoção, paixão, negócio, lazer e…entretenimento!
Basta ver o que significa a letra “E” na poderosa marca mundial esportiva “ESPN”.
Nas Copas, então, o futebol influi na economia a até na política “deste país”, lulamente falando.
Mas vamos ao ranking de valor de mercado das camisas sagradas de nossos times de futebol, baseado também no poder de exposição espontânea de mídia do clube.
No estudo, que o DATANEVES “contratou” junto aos 20 maiores e mais renomados grupos econômicos e pós-graduados do mundo, chegamos aos percentuais abaixo.
Neles, são contemplados quantidade de torcedores, poder aquisitivo deles, região social e econômica do torcedor-consumidor, tradição, paixão e o estado líder da maior concentração dos aficionados deste ou daquele time.
Tudo isso além do poder de cada um na venda de camisas em lojas ou web.
O líder, o Corinthians, dono hoje da maior torcida do Brasil, consome tanto e vende tudo o que se relaciona com o clube, que extrapolou seus limites de influência de time de futebol.
Hoje, somados todos os seus pontos positivos, a camisa do Corinthians virou um veículo, um poderoso veículo de comunicação publicitária.
Neste momento no Brasil a camisa do bicampeão mundial é uma rede de TV, um grande Portal como o UOL, uma grande rede nacional de rádio ou um grande jornal como Folha, Estado ou O Globo.
Anunciar neles é retorno garantido.
Como é também na “TV Corinthians”, no “Jornal Corinthians”, na “Rádio Corinthians”, no “Portal Corinthians” ou no grande “Outdoor Nacional Corinthians”, que são a camisa corintiana.
Mas, enfim, qual o ranking das camisas de maior resposta comercial para seus patrocinadores?
E repito: a tabela contempla também o poder aquisitivo regional das torcidas.
O Corinthians vai sobrar
Sou corintiano, mas não posso negar que esteja feliz com a conquista do mundial. Sempre insisto na falta de organização do futebol brasileiro e o Corinthians vai na contramão disso tudo. Depois da saída do ditador Alberto Dualib o time mudou de patamar. Veio da Segunda Divisão acumulando aprendizado. Trocou o vestiário de lata por um moderno CT. Valorizou a marca aumentando, substancialmente, as cotas de televisão, dele e dos outros, por tabela. Conseguiu um estádio, sonho antigo, e, talvez o grande golpe de mestre, preservou um trabalho positivo, mesmo com um momentâneo vexame naquela eliminação contra o Tolima.
Profissionalismo, esse foi o ponto fundamental. Tite sentiu respaldo, administrando algumas crises, como aquela do Chicão e o mico Adriano. Traçou um projeto, acreditou nele, os jogadores vieram juntos e agora conquistaram o título mundial.
O jogo foi igual. O que, por si só, já é uma exceção. Se Cássio ganhou a bola de ouro, merecidamente, não vimos um Corinthians só acuado e lutando por uma bola de contra ataque. Até jogou assim no primeiro tempo. Porém, criou boas chances, preocupou o adversário, que foi sempre encarado de frente e terminou premiado com a vitória.
O Corinthians não retrata o nosso futebol. O Brasil continua esculhambado no esporte. Nossos clubes são atrasados taticamente, e até o próprio técnico Tite, campeão mundial, admite que segue a cartilha do portugues José Mourinho. Os clubes mal administrados e os campeonatos organizados com precariedade, mantendo-se ainda os ridículos regionais.
A exceção venceu. Que não se imagine que o nosso futebol tenha mudado de nível. O Corinthians vai sobrar neste lado do mundo. No nosso país, então, não terá para ninguém. Ou se segue esse bom exemplo ou o Brasil será o lugar de um time só.
Fifa põe título mundial do Corinthians entre momentos marcantes do ano
Em clima de retrospectiva, a Fifa listou em seu site '12 momentos que marcaram 2012'. A entidade ignorou a tragédia que matou mais de 70 pessoas no Egito em fevereiro e lembrou o rebaixamento do escocês Rangers por problemas financeiros como único fato negativo, preferindo apontar gols e títulos importantes.
Não há um ranking na apresentação, feita em ordem cronológica. A conquista do Mundial de Clubes pelo Timão fecha a lista em 16 de dezembro, com a vitória por 1 x 0 sobre o Chelsea no Estádio Internacional de Yokohama, chamada de 'alegria japonesa do Corinthians'.
"O gigante paulista Corinthians tinha vencido a primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa em 2000, mas a história recente do torneio vinha sendo de domínio europeu. Isso tornou as coisas para os brasileiros quando, empurrados por mais de 20 mil de torcedores em viagem a Yokohama, eles merecidamente derrubaram o Chelsea graças ao cabeceio decisivo de Paolo Guerrero no segundo tempo", diz o site da entidade.
Entre os momentos marcantes do ano, a Fifa lista também a conquista da Copa das Nações Africanas pela Zâmbia, a sobrevivência do congolês Muamba a um ataque cardíaco em campo, o gol nos acréscimos de Agüero que deu o título inglês ao Manchester City e a despedida de Drogba do Chelsea com troféu da Liga dos Campeões.
Assinar:
Postagens (Atom)



