sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Timão tenta reverter a decisão tomada pela Conmebol por causa da morte do garoto Kevin Douglas Beltrán Espada, em Oruro O Corinthians entrou nesta sexta-feira com um recurso para tentar reverter a decisão que impede a presença de seus torcedores em jogos da Taça Libertadores. A medida foi tomada pela Confederação Sul-Americana de Futebol depois da morte do garoto Kevin Douglas Beltrán Espada. O jovem de 14 anos foi atingido por um sinalizador marítimo disparado do setor ocupado pela torcida alvinegra no jogo com o San José, na quarta-feira, em Oruro, no estádio Jesús Bermúdez. A polícia boliviana prendeu 12 torcedores, todos indiciados por homicídio. Na quinta à noite, a Conmebol decidiu proibir a presença de corintianos em estádios. O diretor jurídico do clube, Luiz Alberto Bussab, classificou a decisão da entidade que controla o futebol sul-americano como "indevida, abusiva e intempestiva". 'Em situação precária', corintianos pedem ajuda a Dilma e Lula - A questão da liminar é abusiva, no nosso entender, porque, evidentemente por ser liminar, não nos ouviu, não tivemos defesa. O inquérito policial na Bolívia ainda não terminou. As autoridades não sabem individualmente quem cometeu, como cometeu. Não se apurou a responsabilidade individual. Não houve qualquer tipo de revista. Por conta da punição, o Corinthians interrompeu a venda de ingressos para os três jogos realizados no Pacaembu, pela fase de grupos da Taça Libertadores. O primeiro será na próxima quarta-feira, contra o Millonarios. Depois, a equipe receberá o Tijuana, no dia 13 de março, e o San José, em 10 de abril. Cerca de 30 mil ingressos haviam sido vendidos para a partida contra os colombianos, primeira do Timão em casa pela competição em 2013. O clube garante que se a decisão da Conmebol for mantida, os torcedores terão direito ao ressarcimento total do preço do bilhete. No entanto, a certeza de que o departamento jurídico terá êxito em sua defesa é tanta que ainda nem foi estudada uma forma de devolver o dinheiro ao público. O Corinthians tem plena confiança no cancelamento da punição. O clube vai cobrar que seja analisada sua defesa com a mesma rapidez que o Tribunal de Disciplina criado este ano pela Conmebol teve para anunciar a punição, na noite da última quarta-feira. Uma das alegações alvinegras será a de que o clube foi sancionado pelo uso do sinalizador, algo presente em todas as torcidas nesse mesmo torneio. Os advogados do Timão também dizem que nenhum dos fatores exigidos para que se tome uma medida cautelar, que foi emitida pela entidade, foram cumpridos. O Corinthians diz que aceitará punições, desde que haja investigação e direito à defesa. Além do transtorno e do prejuízo técnico de atuar sem torcida, os cofres também poderão ser atingidos caso os portões realmente sejam fechados. Em 2012, ano do primeiro título do clube na Libertadores, só na fase de grupos foram arrecadados R$ 5,3 milhões. Para essa mesma etapa, em 2013, mais de 85 mil ingressos haviam sido vendidos antecipadamente.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Conmebol condena o Corinthians a jogar sem torcida na Libertadores

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou nesta quinta-feira que, como "medida cautelar" por conta da morte de um jovem de 14 anos durante partida na Bolívia, o Corinthians não poderá mais receber torcida em seus jogos na Copa Libertadores até que uma decisão final sobre o caso seja tomada, ou por um prazo de 60 dias. A tragédia aconteceu na partida de estreia do atual campeão, no empate por 1 a 1 contra o San José, quando um torcedor foi atingido no rosto por um sinalizador disparado por corintianos. "As partidas do Corinthians como mandante serão disputadas de portões fechados. Nos jogos que o clube disputará como visitante, seus torcedores não terão acesso a ingressos", declarou nesta quinta-feira o porta-voz da Conmebol, Nestor Benítez. Pelo regulamento da entidade, a atitude de torcedores do Corinthians poderia causar até mesmo a exclusão do atual campeão continental. Doze corintianos seguem detidos em Oruro, local da partida. O grupo foi indicado por homicídio - dois deles como autores, os outros dez como cúmplices. O consulado brasileiro na Bolívia está cuidando da situação dos acusados. Kevin Douglas Beltran Espada, 14 anos, morreu no estádio depois de ser atingido no rosto por um sinalizador disparado por torcedores do Corinthians. Imagens de emissora de TV boliviana confirmam que o artefato foi disparado do setor de torcida visitante. Na estreia, o Corinthians empatou por 1 a 1 contra o San José. saiba mais Corinthians pode ser excluído da Libertadores; clube aguarda apuração Torcedor de 14 anos morre após ser atingido por rojão de corintianos Corinthians questiona culpa por tragédia e cita falha na segurança Corinthians pode ser excluído da Libertadores; clube aguarda apuração Os dirigentes do Corinthians desconversam e preferem dizer que "vão aguardar a apuração dos fatos" quando são perguntados sobre uma possível punição ao Corinthians por conta da morte do torcedor Kevin Beltrán, 14 anos, no estádio Jesús Bermúdez, em Oruro (BOL). O jovem morreu atingido por um sinalizador que teria sido disparado pela torcida corintiana, no empate por 1 a 1 contra o San José. A punição ao Corinthians pode ser pesada. Dependendo de como a Conmebol julgar o caso, existe até o risco de exclusão da equipe da competição continental, da qual é a atual campeã. saiba mais Polícia boliviana prende 12 corintianos por morte de torcedor Corinthians presta solidariedade a jovem morto; Conmebol se cala Garoto morto por rojão de torcida do Corinthians perdeu massa encefálica Após quase 97 anos sem ter um órgão para disciplinar e punir clubes e jogadores, a Conmebol criou o Tribunal de Disciplina e a Câmara de Apelações em 2012, motivados pela confusão entre São Paulo e Tigre na final da Copa Sul-Americana. Os dois órgãos judiciais interpretarão o Código de Disciplina da entidade, que passou a valer nesta edição da Copa Libertadores. Neste código, há o artigo 11, que prevê punições para comportamentos inadequados de seus torcedores - como invasão de campo, objetos atirados no campo, o uso de sinalizadores, fogos de artifício ou qualquer outro objeto pirotécnico, entre outros. A polícia boliviana já confirmou que o objeto foi atirado por torcedores do Corinthians, e prendeu 12 deles. O artigo 18, que detalha as punições, fala em multas (de até R$ 200 mil), anulação ou repetição do jogo, perda de pontos, proibição de jogar em um estádio ou país e até exclusão da competição (presente ou de edição futura). Como não há procuradoria, o tribunal só entra em ação caso haja denúncia de algum clube.

Delegacia de Oruro divulga lista de corintianos presos após morte

Abigail Saba, fiscal de investigação do Ministério Público da Bolívia, divulgou, na manhã desta quinta-feira, a lista dos 12 torcedores do Corinthians presos após o incidente com o sinalizador que matou Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, torcedor do San José, durante o empate entre as duas equipes, em Oruro. Todos os presos vão prestar depoimento, de forma individual, ainda nesta quinta. O prazo é de 24 horas para que todos os depoimentos sejam tomados. Os torcedores estão na sede da "Fuerza Especial de Lucha Contra Crimen" (FELCC). Apesar de a Polícia acreditar que o sinalizador tenha sido disparado por um dos torcedores presos, o próprio grupo tenta se defender alegando que o dono do artefato não está preso e já iniciou o retorno ao Brasil. Ricardo Taves, ouviu dos torcedores. - Eles me informaram que o autor do disparo do sinalizador não está aqui e já voltou ao Brasil - disse Taves. Confira a lista dos presos: Leandro Silva de Oliveira - 21 anos Tadeu Macedo Andrade - 30 anos Reinaldo Coelho - 35 anos José Carlos da Silva Junior - 20 anos Marco Aurélio Nefeire - 31 anos Daniel Silva de Oliveira - 27 anos Hugo Nonato - 27 anos Clever Souza Clous - 21 anos Cleuter Barreto Barros - 24 anos Fábio Neves Domingos - 32 anos Rafael Machado Castilho Araújo - 18 anos Tiago Aurélio dos Santos Ferreira - 27 anos O inquérito descreveu que "houve um trauma facial severo no crânio do menino por causa do impacto de um projétil de plástico de forma cilíndrica, com 2,5cm de diâmetro e 20cm de comprimento. Entrou pelo globo ocular direito e atravessou o crânio. A provável causa da morte é traumatismo craniano facial aberto pela ação do projétil de plástico cilíndrico. Confira abaixo um trecho do inquérito. "Das tarefas de investigação se presume que durante a realização da partida de futebol no Estádio Jesus Bermudez entre as equipes do San José (Bolívia) e Corinthians (Brasil), aproximadamente às 21h05 (22h05 no horário de Brasília) um projétil presumidamente ativado no extremo norte da "bandeja de preferência", setor onde estava localizada a torcida da equipe visitante, atingiu Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, causando-lhe a morte enquanto era transportado ao hospital mais próximo (Hospital Obrero)".

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Na maior parte das vezes, para o mal. Vejam vocês, amigas e amigos do blog, o seguinte: o Estádio Nacional Mané Garrincha, de Brasília, deverá ser o mais caro do MUNDO. Não estou falando do melhor. Do mais caro. Pesquisem vocês o preço de alguns dos estádios mais modernos e espetaculares que existem. Nenhum deles bate o elefante (branco) brasiliense, que depois da Copa de 2014 ninguém sabe para que vai servir, já que a modéstia do futebol do Distrito Federal não é suficiente para preencher, no máximo, 10% de sua capacidade de 70 mil expectadores — e isso no que se poderia chamar de grandes clássicos locais. Pesquisem, vamos lá: o Soccer City, em Johannesburgo, na África do Sul. O espetacular novo estádio de Wembley, em Londres. O incrível Allianz Arena, em Munique, na Alemanha. E por aí vai. É tudo fichinha perante nosso monumento. As informações levantadas pelo blog do jornalista José Cruz são es-tar-re-ce-do-ras. Orçado inicialmente em 680 milhões de reais, o estádio já bate em 1 bi e meio. Mais do que o Maracanã!!! O blog garimpou números do Diário Oficial da União para revelar o que eles não contam. As obras do estádio: consumindo também recursos da saúde, da educação, da segurança... (Foto: Mary Leal / GDF) Pior: o governo de Agnelo Queiroz (PT) no Distrito Federal arrebatou 100 milhões dos mirrados cofres das secretarias da Saúde, da Criança, da Educação, da Segurança e de outras áreas para tapar o rombo da estatal Terracap, responsável pelas obras. Pior ainda: Agnelo acaba de pendurar uma fatura de outros 50 milhões no Banco do Brasil para financiar o rombo, enquanto procura mais dinheiro em bancos particulares. Cruzes! Em qualquer país sério… nem preciso dizer o que estaria acontecendo. Ah, Agnelo Queiroz é aquele governador que, entre outras muitas situações nebulosas, não conseguiu explicar na CPI do Cachoeira como é que, sendo médico do serviço público e político em tempo integral há mais de 20 anos, conseguiu ter uma bela mansão de 550 metros quadrados de área construída, mais própria de um banqueiro, em meio a um colossal terreno, avaliada, há mais de seis meses, em 4 milhões de reais. Tags: Agnelo Queiroz, Allianz Arena, Brasília, custo de 1 bi e meio, Distrito Federal, estádio mais caro do mundo, Estádio Nacional Mané Garrincha, estouro do orçamento, orçado em 680 milhões, rombo, Soccer City, Wembley

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um é o atual campeão da Libertadores e do Mundial. O outro, vive período político conturbado e acaba de cair para a Série B. Tradicional, a rivalidade vive disparidade... Nunca antes na história do clássico mais tradicional da capital paulista se viu tamanha diferença de momento entre os dois representantes do dérbi, que completará 95 anos de história e rivalidade no próximo mês de maio. O confronto deste domingo no Pacaembu, que será o 343º entre os clubes, colocará frente a frente o atual campeão da Libertadores e do Mundial, o Corinthians, e um dos quatro rebaixados para a Série B de 2013, o Palmeiras. Desde o primeiro duelo, em maio de 1917 – ainda com o nome de Palestra do lado verde –, os eternos rivais jamais chegaram tão distantes em termos de títulos, dinheiro, elenco, gerenciamento e até ambiente. Se a Fiel enlouqueceu com os títulos mais importantes da história alvinegra na última temporada, a torcida do Palmeiras viveu um sentimento contrário, com outra queda para a Segunda Divisão que, aliás, ocorreu dias antes de ao rival atravessar o mundo para levar mais um troféu internacional num torneio Fifa. Nem mesmo o título da Copa do Brasil, que quebrou um jejum de troféus nacionais de mais de uma década, serviu de alento no Parque Antártica. Primeiro, porque o rebaixamento viria meses depois. Segundo, porque ocorreu poucos dias depois de o Alvinegro conquistar a Libertadores de forma invicta – o título sul-americano era o maior argumento de zoeira dos palmeirenses sobre os rivais. A supremacia neste momento do Timão sobre o Verdão fica ainda mais impactante se levar em consideração o retrospecto desse duelo, que tem mais vitórias alviverdes do que alvinegras. São 121 contra 119 (houve ainda 102 empates). No CT Joaquim Grava, não há hipocrisia em relação às condições que chegam as duas equipes. Fábio Santos não escondeu que o momento é do Corinthians, mas fez a ressalva que isso não é suficiente para ganhar o clássico do Pacaembu. – Nosso momento é melhor, não tem como esconder, mas eu cansei de ganhar contra favoritos e perder quando eu era favorito. Tem de respeitar o momento do adversário que é difícil – afirmou Fábio. A DESIGUALDADE Títulos: 10 x 2 Um Paulista e uma Copa do Brasil. Foi isso que o Palmeiras ganhou desde 2000. Nesse período, o Corinthians ganhou duas vezes o Mundial, uma vez a Libertadores, dois Brasileiros, duas Copas do Brasil e três Paulistas – ambos conquistaram ainda a Série B. Lojas oficiais Enquanto o Palmeiras inaugurou sua primeira loja nesta semana, o rival já tem mais de cem lojas por todo país. Elencos O Corinthians tem, pelo menos, seis jogadores no banco que poderiam ser titulares de várias equipes brasileiras. Gilson Kleina sofre por falta de opção e se contenta com reforços sem peso. Finanças Corinthians deve fechar 2012 com faturamento superior a R$ 300 milhões. Já o Palmeiras deve ficar nos R$ 200 milhões. CONFIRA A OPINIÃO DOS ESPECIALISTAS Nunca houve distância tão grande. Dificilmente haverá algo parecido no futuro Em 1961, quando o Corinthians virou chacota com o time do “Faz Me Rir”, o Palmeiras era vice-campeão sul-americano. Mas ambos frequentavam a mesma divisão. O que não aconteceu em 1981, quando o Verdão não se classificou no Paulistão de 1980 e teve de disputar a segunda divisão nacional. No ano seguinte, ambos disputaram a mesma Taça de Prata. Em 2003, o Corinthians foi campeão paulista, e o Palmeiras, campeão da Série B. Em 2008, o troco verde: Verdão campeão estadual, Timão campeão da Série B. Durante um período em que o Palmeiras passou três anos sem levar gols do rival – até ser vazado por Ronaldo, no começo de 2009. Fenômeno que inverteu desde então a história de uma rivalidade que ainda é mais feliz para os palmeirenses, em vitórias, títulos disputados, o Paulistão de 1974, o fim do jejum palmeirense em 1993. Mas que, em 2013, vive a maior distância em campo e fora dele desde o primeiro Dérbi, em 1917. O Corinthians só sabe ganhar dentro e fora de campo nos últimos meses. O Palmeiras não está sabendo nem perder. Nunca houve distância tão grande entre os gigantes. Dificilmente haverá algo parecido no futuro. Por mais que ambos possam conquistar a América e o mundo, difícil imaginar que tudo possa se repetir ao mesmo tempo como o foi o dezembro de 2012 corintiano. O autêntico fim do mundo que os maias parecem ter apenas acertado em relação ao Palmeiras. Nunca mais? Em maio de 1959, a Itália chorou a queda do Torino. Pela primeira vez, o melhor time italiano até aquela época ia parar na Segunda Divisão, exatamente dez anos depois de o acidente aéreo de Superga ter matado todos os seus jogadores. Durou um ano o martírio do Tórino. No ano do retorno, a Juventus, grande rival, ganhou o bicampeonato italiano. Nunca tinha havido nada tão grave para os torinistas quanto a Série B com a Juve campeã. Na história, o Tórino ganhou a Série A sete vezes e foi campeão da série B outras três. Nunca houve nada como o Corinthians campeão mundial, com o Palmeiras na Série B. Pode haver. O Brasil vive período de transformação, de afunilamento de um grupo menor de grandes clubes. Hoje, são 12. Vai haver quantos? 10, 8, 6? Ou o Palmeiras acorda, ou não entra no funil. Já pensou no Corinthians tri mundial e o Palmeiras na Série C? Que o Palmeiras não cogite. Distância assim, talvez, só em 1951 Distância parecida com essa, talvez, só em 1951, quando o Palmeiras ganhou a Copa Rio (que considera o seu Mundial) e o Corinthians ainda amargava dez anos sem o título paulista. Ainda assim, naquele mesmo ano, o Timão já contava com a geração de Cláudio, Luizinho, Baltasar & Cia. e se preparava para quebrar o jejum logo no início do ano seguinte. O curioso é que, mesmo nos tempos de maior disparidade entre os dois rivais, ganhar o clássico nunca foi fácil pra ninguém. Nos 22 anos em que ficou sem ser campeão, de 1954 a 1977, o Corinthians ganhou das Academias do Palmeiras 30 vezes, perdeu só um jogo a mais (31) e empatou 34. No jejum palmeirense, de 1976 a 1993, aconteceu, até, uma vitória a mais do Palmeiras, 21 contra 20 do rival e 19 empates.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Deu no jornal Americano The New York Times

Corinthians reflete a ascensão da classe média brasileira". É sob essa manchete que o The Wall Street Journal, um dos mais prestigiados jornais de economia e finanças do mundo, traça um generoso perfil sobre o segundo clube mais popular do Brasil – e o mais rico do País. A publicação americana faz um paralelo entre a redenção corintiana e o crescimento econômico do Brasil os últimos anos. Em 2007, o Timão estava falido e na segunda divisão. Hoje, segundo o jornal, o Alvinegro, campeão continental e mundial, vale US$ 500 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) - é um dos dez times mais valiosos do mundo, de acordo com a consultoria BDO, de Nova York, e se dá ao luxo de repatriar Alexandre Pato por cerca de R$ 40,5 milhões. Paralelamente a isso, o Brasil viveu uma expansão de sua economia, com 30 milhões de pessoas ascendendo à classe média. Ao Wall Street Journal, executivos do clube dizem que reformularam a estratégia de negócios do time para aproveitar o crescimento do poder aquisitivo de sua torcida. Foram abertas 110 lojas que vendem produtos oficiais, desde lingerie até chupetas com o logotipo do clube, além de camisas oficiais. Eles criaram também um programa de fidelidade para ajudar a vender ingressos para os jogos. - No passado, a classe C tinha de gastar seu dinheiro com comida, habitação, educação e saúde. Agora, a economia está crescendo, e as pessoas podem gastar dinheiro com o Corinthians - afirma Fernando Ferreira, economista e executivo-chefe da consultoria de esportes Pluri, de Curitiba, em entrevista ao WSJ. O jornal cita ainda o plano do Corinthians de internacionalizar a sua marca. O primeiro passo foi a contratação do chinês Zizao, cujo objetivo é tornar o Timão conhecido na China. Além disso, a conquista do Mundial de Clubes no Japão, sobre o Chelsea, é outro ponto destacado pela publicação como um trunfo para tornar o clube conhecido no exterior. VAI CORINTHIANS !!!!

COSTA GRAVAS DE A a Z

Costa Gavras que entrou na história brasileira proibido. De A a Z. Ainda mais. Naquele 1982. Quando ousou reunir golpe militar e futebol. Tudo com o rosto hollywoodiano de Jack Lemmon. Jack que era americano demais. Engraçado demais. Capitalista demais em seu apartamento que falava. Jack que entrava atônito no Estádio Nacional do Chile. Procurando seu filho. Jack que testemunhava os fuzilamentos nos subterrâneos do futebol. Foi demais. Costa Gavras passara dos limites. Pinochet ficou furibundo. Figueiredo gritou nas estrebarias do poder. O personagem de Jack jamais encontrou seu filho. Como milhares de pais e mães chilenos, argentinos. Brasileiros e paraguaios. Nas universidades brasileiras de 1982. Os estudantes estavam em greve. Uma greve imensa e infinita contra uma ministra autoritária. Soldados nas ruas. Os estudantes buscavam refúgio nos cinemas. Cinemas que exibiam Jack Lemmon no Estadio Nacional do Chile. Quando os estudantes saíam das salas de exibição. O Brasil parecia um Chile imenso. Pleno de fuzis e vazio de flores. Um país onde muitos Jacks procuravam seus filhos. Nos Maracanãs da América do Sul