segunda-feira, 11 de abril de 2011

Hora de Justiça

Ganhar a vida não é fácil para ninguém. A maioria dos trabalhadores sai de casa bem cedo, pega a condução ou, se a situação estiver um pouco melhor, o carro, e só volta à noite.

Na maior parte dos tribunais brasileiros, entretanto, o expediente é mais curto. Uma pesquisa mostrou que três em cada quatro tribunais do país estão abertos para atendimento ao público por menos de nove horas diárias. Em muitos Estados, os fóruns chegam a abrir só de manhã ou à tarde.

É um horário injustificável, que prejudica o cidadão. Com menos tempo de funcionamento, fica mais complicado obter informações e consultar processos.
Agora, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) baixou uma regra para impor limites à folga. Uma resolução determina que todos os tribunais do país têm de ficar abertos para atendimento de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Uma medida simples como essa não deveria enfrentar resistências, ainda mais de um categoria com salários tão altos quanto os dos juízes, se comparados com a média de rendimentos do brasileiro. Mas associações de magistrados já estão reclamando da nova regra.

Dizem que o horário é diferente por conta de características locais, como o fato de fazer muito calor à tarde no Nordeste. Só não explicam por que o calor atrapalha só quem usa toga, enquanto todo mundo trabalha normalmente.

A resolução do CNJ precisa ser cumprida, tanto para melhorar o acesso dos cidadãos à Justiça quanto para mostrar que as regras devem valer para todos.

domingo, 10 de abril de 2011

Sem reação diante de assaltos

Não se pode culpar ninguém por reagir a um assalto. O ladrão chega se achando poderoso, trabuco na mão, mandando e humilhando. O sangue de algumas pessoas ferve, e a vítima reage, tenta tirar a arma do bandido, corre atrás, grita. Dá até para entender.

Entender, porém, não é recomendar. Como verificou um levantamento do Agora, a reação aumenta muito o risco de ser baleado e morrer. De 97 roubos noticiados nos três primeiros meses do ano, em 23 deles o assaltado reagiu --e 17 acabaram mal, muito mal: 12 mortes, mais sete baleados que conseguiram sobreviver.

A culpa por essas mortes e ferimentos é do assaltante que apertou o gatilho, ninguém questiona. Mas também é verdade que, se tivessem conseguido manter a cabeça fria, talvez essas pessoas ainda estivessem vivas. E isso é o mais importante nessa história.

Por isso é fundamental se preparar para a eventualidade de um roubo a mão armada. Os casos estão diminuindo, é verdade, segundo a polícia. Quem vive em São Paulo, porém, pode um dia se ver na situação traumatizante de vítima de uma violência dessas.

Pensar antes em como se comportar pode ajudar a salvar a própria pele. Grana, relógio e celular podem ser obtidos de novo. A vida, sem chance.

Nessas horas, o melhor é não reagir. Se estiver no carro, não tente arrancar nem descer para sair correndo. Evite movimentos bruscos, pois o facínora pode concluir que você vai sacar uma arma. Tente manter a calma, fazer o que o ladrão manda e avisar antes quais movimentos vai realizar.

A vida é o bem mais precioso. Não vamos colaborar para que o bandido leve isso também de nós.
Metrô para o aeroporto



Em São Paulo, a vida noturna é comparável à de Nova York. Os restaurantes estão no mesmo nível --alguns ainda mais caros-- que os de Paris. Mas quando o tema muda para viagens de avião... Dá até vergonha.

Um dos maiores exemplos da precariedade é a ligação com os aeroportos. No mundo mais desenvolvido, o passageiro sempre tem a opção de chegar e sair do aeroporto de metrô.

Aqui, o acesso a Congonhas ou a Guarulhos é um verdadeiro calvário. Depende, e muito, da sorte com o trânsito. Se a avenida 23 de Maio estiver parada, adeus voo em Congonhas. Se o avião sair de Cumbica, o passageiro tem de rezar para não alagar a marginal Tietê.

Isso acaba obrigando as pessoas a sair muito mais cedo de casa, seja para garantir aquela viagem, seja para receber parentes e amigos. Ninguém merece.

O projeto de ligação de Congonhas com o metrô, além de estar atrasado, fica num vaivém que não ajuda em nada. A previsão inicial era que o metrô chegasse ao aeroporto em 2013. Agora, apenas uma ligação por monotrilho com os trens da CPTM, e só em 2014, o que já é alguma coisa.

O prazo tardio não é o único problema. O projeto inicial previa duas ligações, uma para a estação São Judas e outra para o terminal Jabaquara. A primeira foi parar na gaveta. Na prática, quem quiser ir do aeroporto ao centro vai ter de dar uma boa volta.

A demora e o trajeto longo vão acabar desanimando muita gente. Mais desencorajador que isso só o trânsito parado, os pontos de ônibus lotados e a longa fila para conseguir um táxi.

Tiroteio na escola

Tiroteio na escola



Em muitas escolas do Brasil, em especial nas grandes cidades, os alunos e professores convivem com a violência. Brigas, quebra-quebras, invasões e até algumas mortes já foram noticiadas. Nada que se compare, porém, com a tragédia de ontem em Realengo, no Rio.

Pouco depois das 8h da manhã, um ex-aluno chegou dizendo que ia dar uma palestra na escola municipal Tasso da Silveira. Já dentro do colégio, num bairro carioca de classe média, o rapaz abriu fogo nas salas de aula com dois revólveres.

O saldo do episódio é pavoroso: 11 estudantes mortos (10 meninas e um menino), todos na faixa de 12 a 15 anos. O criminoso também morreu.

Até agora os brasileiros conheciam esse tipo de massacre em escolas só pelas notícias. Em geral elas chegam dos Estados Unidos, onde é fácil comprar armas legalmente e há, pelo visto, muita gente desequilibrada. Mas não é só lá.

Vários outros países já registraram tiroteios desse calibre em escolas: Alemanha, Canadá, China, Escócia, Finlândia... Agora também o Brasil, infelizmente.

O triste é saber que não há muito a fazer para evitar essas coisas apavorantes. Quem suspeitaria de um ex-aluno que conhece o lugar e os funcionários do colégio?

Vamos pôr um detector de metais e pencas de policiais na porta de cada escola? Não vai haver dinheiro que chegue. E este é um país em que até na prisão se encontram armas e celulares.

Nada garante que seja possível evitar massacres como o de Realengo. Mas não custa nada dar atenção e cuidados para os alunos mais problemáticos, com dificuldade de relacionamento.

E a polícia precisa se empenhar mais para impedir que tantas armas circulem livremente por aí.

sábado, 2 de abril de 2011

Motos e mortes

Atualmente, é mais provável alguém morrer atropelado por uma moto em São Paulo do que por um ônibus. Dada a diferença de tamanho entre os dois tipos de veículo, é um dado que chama a atenção.

Em 2009, 123 pessoas morreram atingidas por motociclistas. Só 117 pedestres foram vítimas de ônibus. Apenas os carros mataram mais --foram 258 atropelamentos fatais.

Quem anda pela cidade consegue imaginar bem o motivo de tantas mortes. Mesmo com o trânsito completamente parado, motoqueiros disparam entre os carros, muitas vezes costurando. O pedestre desavisado é atingido em cheio.

As principais vítimas dessa conduta irresponsável ainda são os próprios motociclistas. São Paulo tem uma frota estimada em pelo menos 100 mil motos, e mais de 400 motoqueiros morrem em acidentes todos os anos.

A maioria não corre que nem louco porque quer. Existe uma enorme pressão para fazer o maior número de entregas por dia. Todo mundo quer que a encomenda ou envelope chegue o mais rápido possível, mas quase ninguém pensa nisso quando aquele motoqueiro passa raspando e quase leva o espelhinho do carro.

As empresas de entrega têm de colocar tarefas e prazos razoáveis para seus profissionais. Os motoqueiros precisam se lembrar de que as regras do trânsito também valem para eles.

Entra prefeito, sai prefeito, e o governo da cidade não consegue acabar com esse desperdício de vidas. Prefeitura e autoridades de trânsito precisam ser mais duros com as empresas e os infratores.

As últimas da Câmara

É ruim a imagem que os paulistanos têm dos vereadores da cidade.

Em geral, os moradores da capital só tomam conhecimento de que a Câmara Municipal existe quando explode algum escândalo, ou quando aqueles que deveriam representar os interesses da população aparecem nas manchetes com algum projeto em benefício próprio.

Quando questionadas, poucas pessoas saberiam citar uma medida relevante para a cidade defendida por algum vereador. E o pior é que a culpa não é só do desinteresse da população.

O Legislativo paulistano passou quatro meses sem discutir nenhum projeto próprio. Desde o ano passado, tudo o que fazia era votar medidas encaminhadas para a Câmara pelo prefeito Gilberto Kassab.

O comportamento dos vereadores é no mínimo decepcionante. Parece até que não faltam problemas para enfrentar na cidade.

Na última semana os vereadores resolveram mostrar serviço e apresentar projetos de lei. E o que apareceu? Soluções para as enchentes? Ideias para aumentar o número de vagas nas creches? Nada disso.

Um vereador cismou com o projeto de obrigar todo pai de criança nascida na cidade a plantar uma árvore. Outro pretende proibir o uso de toucas, capuzes e gorros em estabelecimentos públicos e comerciais. Parece piada. O pior é que não é.

A Câmara é importante para a cidade. Seu papel é propor e votar leis, além de fiscalizar a prefeitura. Mas não dá para esperar que a população compreenda a relevância do trabalho dos vereadores se eles próprios não se derem ao respeito.

Ordem e Progresso

Mudar é complicado. E caro, é uma nota independentemente da série.
Exige mudança! Adiável, embora inevitável, verdade insofismável.
O preço é artesanal, parcelado de acordo com o freguês.
Todo mundo tem sua vez, a conta chega muito antes da melhoria.
Inclusive essencial e invisível .
Sempre a mais sofrida e pouco reconhecida, orçamento engessado é
desculpa para quem quer ficar pregado.
Sem dar um lance no pregão, martelar e exige suor.
Jogador que passa o dia deitado na rede dorme sem conhecer o sabor
de estufar o barbante.
Espera angustiante, tédio,dor faz parte do uniforme humano.
Ardor é obstáculo na trajetória do amor, não se cria um nicho sem
atravessar a parede.
Travessura, racional, é arte. Escritura de grafite sempre é possível apagar,
recomeçar o desenho.
Quem tem medo de furar não pode sonhar com algo mais bonito, Serra, serra, serrador.
Trabalhara afasta o cerração. É farol contra a neblina, erro é ritual de passagem.
Escala da viagem. O umbral vem colado à porta. A janela sempre se abre na direção
de que está no batente.
O caminho é esburacado, desnivelado a distância entre o piso e o teto não mantém o
padrão.
Cada caso é um caso para aspirar é necessário transpirar, sem pirar loucura é não ouvir a voz da consciência.
Ciência em evolução, fazer sala faz parte da sociedade não há tranformação que não cause barulho nem levante sujeira.
Quebradeira choradeira sem transtorno não se atinge o trono.
Independentemente do patrono ação e reação ninguém é dono da verdade.
Tem de com conquista-la seduzi-la com sincera simpatia.
Repetição para uns, é atraso, para outros, aprendizagem tudo depende da dosagem e coragem que não está à venda em loja de material.
Estamos em eterna construção cada um faz e refaz a sua lista não adianta ser econômico.
Gambiarra é atraso de vida construção é para incômodo a incômodo, cômodo a cômodo, demorado mudar é para quem se recusa ficar estacionado.
Os incomodados são os que não mudam, nem se mudam não há colheita sem plantação.
A vaga não é previamente demarcada, é preciso fazer todas as balizas para merece-la.
Ninguém entra na vaga de primeira, é preciso recuar para endireitar e escolher o espelho do lado certo para cair e ter de repetir o teste da ladeira.
A pontuação não caduca e ninguém escapa do radar, o elevador funciona psra quem esta em serviço......

VAI CORINTHIANS

Marcão