quinta-feira, 21 de abril de 2011

Timão gastará R$ 1,8 milhão com Adriano



Timão gastará R$ 1,8 milhão durante o período de inatividade de Adriano

Com duas lesões, Imperador receberá cerca de seis meses de salários sem ter feito ao menos uma partida pelo clube. Com Ronaldo, custo foi menor








Adriano no treino do Corinthians (Foto: Ag. Estado)

O Corinthians economizou para contratar Adriano, mas terá de desembolsar uma bela quantia até que ele comece a jogar. Com o Imperador em baixa, o clube não gastou nada para adquirir os direitos dele depois da conturbada saída do Roma, porém, pagará cerca de R$ 1,8 milhão ao atleta no período em que ele estiver fora de combate pela cirurgia no tendão do pé esquerdo.

O valor é referente aos salários do Imperador, R$ 300 mil, que poderiam chegar a R$ 500 mil dependendo do rendimento e do comportamento do atleta. Como estará ausente fazendo apenas trabalhos de fisioterapia, o centroavante ficará sem o acréscimo até poder atuar.

- É uma fatalidade. Foi no pior momento, porque ele vinha numa evolução muito grande. Nosso papel é dar todo o apoio. Vamos ficar na torcida por ele – afirmou o diretor de futebol Roberto de Andrade à Rádio Jovem Pan.

O Corinthians não quer pular etapas, mas tem pressa para que Adriano regresse. A previsão é de que ele esteja jogando em setembro, em meados do Campeonato Brasileiro. Mais do que um goleador renomado, o Imperador é também a nova aposta do departamento de marketing para atrair investidores. Sem ele jogando, a chance de um novo acordo ser firmado é mínima.

Adriano, aliás, trará mais custos ao Corinthians do que Ronaldo em sua chegada ao clube. No início de 2009, o Fenômeno permaneceu treinando para perder peso por aproximadamente dois meses, período em que recebeu cerca de R$ 900 mil no total. Na ocasião, o Timão ainda não conseguia ter atraído patrocinadores que, mais tarde, fizeram os vencimentos do craque disparar para R$ 1,8 milhão.

Apesar dos gastos sem ter Adriano em campo, o Corinthians entende que teve “lucro” com a contratação. Com fama internacional, o jogador assinou com o Timão por um valor salarial bem abaixo daquilo que poderia encontrar em outros centros. Entretanto, por conta de problemas extra campo, viu algumas portas serem fechadas, sendo obrigado a assinar por uma quantia menor.

Com o Imperador fora de combate até setembro, o Corinthians procura um novo centroavante. Mas já avisa: não fará loucuras para contratar. A ideia do presidente Andrés Sanches é buscar um atleta mais jovem, com possibilidade de crescimento e sem tanta badalação. Gilberto, do Santa Cruz-PE, continua sendo um dos nomes.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Morumbi esquece futebol e vira Casa dos Artistas








Como imaginar as finais do Paulistão ou de qualquer outro campeonato sem jogos no Morumbi? Há um tempo atrás, isso seria uma piada de mau gosto. No entanto, se bobear, não acontecerá nenhum jogo de decisão no velho e bom estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Caso o São Paulo seja eliminado pela Portuguesa (hipóstese absurda, porém, válida), a casa esportiva ficará jogada às traças. Por um motivo simples: Santos, Palmeiras e Corinthians já definiram o Pacaembu como sede. Pior: se o próprio Tricolor passar pela Lusa pode optar pela Arena Barueri.

O absurdo dos absurdos acontece porque o estádio do Morumbi ficou com o gramado terrivelmente prejudicado por seguidos shows ocorridos no local. Os fãs de Shakira, Iron Meiden, U2 fizeram um estrago daqueles no palco que outrora só via a arte de um Pelé, Gérson, Rivellino, Ademir Da Guia, Canhoteiro, Roberto Dias, Jairzinho, Garrincha e tantos outros mitos da bola nacional.

Diretoria, diante da falta de verbas e recursos no futebol, transformou o estádio na Casa dos Artistas, nome de um reality show do SBT anos atrás, que fez de Supla, Bárbara Paz e Luiza Ambiel os grandes destaques do mundo televisivo.

Morumbi, de Templo Sagrado do Futebol Paulista à Casa dos Artista.

E assim caminham a decadência, a avareza e a mediocridade…

sábado, 16 de abril de 2011

Globo desiste de gerir fundo com dinheiro dos clubes

Os contratos apresentados pela Globo aos clubes previam que o dinheiro pago pela venda dos direitos de TV fechada do Brasileiro não poderia ser gasto livremente por eles. A receita iria para um fundo que seria administrado pela emissora em conjunto com a CBF.

A quantia arrecadada seria usada para o pagamento das passagens aéreas dos times durante o Brasileirão.

Segundo Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esporte, porém, o polêmico fundo não foi incluído nas versões finais dos contratos. Ele afirma que a cláusula estava presente em minutas entregues a alguns dos clubes. E que a ideia foi abandonada depois de uma reunião com os cartolas. De acordo com o executivo, a emissora concluiu que seria mais prático a Globo pagar as passagens sem criar o fundo.

A mudança de planos excluiu uma cláusula que poderia fazer o Cade considerar o acordo com os clubes coletivo. A criação de um fundo com dinheiro de todos os times, administrado pela emissora e pela CBF, seria praticamente impossível sem uma ação em grupo. Mas para um trato coletivo o Cade exigia a realização de concorrência, o que não existiu.

Virada da limpeza

Música, teatro, balé, cinema, luta livre, humor e até pole dance: vai ter de tudo hoje na Virada Cultural, já uma tradição paulistana.

São 24 horas de espetáculos gratuitos, cerca de mil atrações espalhadas pela cidade. O público previsto é de 3 milhões de pessoas, dos quais 350 mil turistas atraídos pela programação.

Nessa grande festa, o melhor de São Paulo vem à tona. Capital da diversidade artística do Brasil, a cidade exibe todo o seu potencial criativo e de acesso democrático aos bens da cultura.

Por 24 horas, todos participam --ricos e pobres, dos Jardins ou da periferia-- da metrópole mais humana e divertida que Sampa poderia ser, 365 dias por ano. Uma chance de esquecer o trânsito, as enchentes, o barulho, a poluição.

Nem tudo é diversão na Virada, porém. Muita gente junta sempre pode dar problema. Aqui e ali ocorrem confusões e correrias, até brigas. Em qualquer lugar do mundo existem desmancha-prazeres, e São Paulo não é exceção.

Alguns desses acontecimentos desagradáveis acontecem porque rola muita bebida. Proibir o álcool seria um exagero, mas a prefeitura fez bem de impedir as 144 barracas de rua credenciadas de vender o produto. Os bares, apesar de a Virada varar a noite, terão de fechar as portas à 1h da madrugada, como em qualquer outro dia.

O prefeito Gilberto Kassab também promete uma Virada mais limpa, com menos sujeira nas ruas durante e após os espetáculos. Mas Kassab tem razão de dizer que não basta pôr mais garis na rua --o povo também precisa ajudar e parar de jogar lixo no chão.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dirigente do Corinthians chama Morumbi de panetone e São Paulo de 'torcida de final'

O vice-presidente de marketing do Corinthians Luis Paulo Rosenberg não poupou provocações ao São Paulo em coletiva de imprensa nesta sexta-feira. O dirigente chamou o Morumbi de panetone e disse que a torcida do São Paulo só comparece em finais.























"É importante a torcida do São Paulo crescer, fico muito satisfeito. Merece ser uma torcida grande e fiel, porque é duro você produzir marketing para uma torcida de finalistas. Na final transborda gente no panetone, mas em outros jogos não vai ninguém", declarou.

Em outra resposta que não tinha nada a ver com o assunto, Rosenberg citou novamente o estádio do São Paulo de forma jocosa. “Geralmente o estádio é uma banheira de ofurô ou bolo ou panetone, que depende de ter fruta ou não”.

Questionado se a referência ao panetone se tratava de alguma provocação a um clube grande de São Paulo, Rosenberg não confirmou. “Não, não tem nada a ver”, rechaçou.

Inspirado, o vice-presidente de marketing do Corinthians fez outra provocação velada ao São Paulo ao falar sobre as possibilidades de um estádio na cidade ser sede da Copa das Confederações. “Pode usar um estádio antiquado, congestionado e fazer. Agora não me ocorre nenhum [nome de estádio]. Não precisa tirar de São Paulo”.

Discurso no Senado obriga Andrés a lutar por jogadores e a cobrar cartolas

Ao explicar os motivos que levaram o Corinthians a deixar o Clube dos 13, Andrés Sanchez pode ter se tornado refém de suas palavras. Favorito para presidir uma nova Liga, caso ela seja fundada, o cartola se comprometeu com ideais que apresentou nesta quarta no Senado. Foi na audiência pública sobre a venda dos direitos de transmissão de TV do Brasileirão.

Andrés disse que o C13 deveria ter se preocupado com a maioria dos jogadores profissisonais que ganha mal. E que tinha a obrigação de tentar reduzir o número de horas que os atletas ficam na concentração.

Segundo o corintiano, o C13 fica com cerca de 4% do valor do contrato de TV a título de taxa de administração. Como a negociação atual provavelmente passaria de R$ 1 bilhão, ele reclama que seria muito dinheiro para uma entidade que não tem mais do que 15 funcionários, segundo ele.

O dirigente também pediu uma lei mais rigorosa para responsablizar os cartolas por seus atos nos clubes. Um discurso para ser registrado. Se Andrés de fato virar presidente de uma nova Liga, assumirá o cargo automaticamente comprometido com essas causas. Terá de brigar muito pelos atletas e nada cobrar ou pedir menos do que o Clube dos 13 para administrar contratos. Além de apoiar leis que punam os dirigentes.

Oposição corintiana tenta nova aliança para derrotar candidato de Andrés

Paulo Garcia, um dos pré-candidatos de oposição à presidência do Corinthians, marcou um almoço nesta sexta-feira com André Luiz de Oliveira, diretor administrativo do clube. O dirigente é considerado o principal puxador de votos da situação, mas não apoia Mário Gobbi, candidato escolhido por Andrés Sanchez.

André não admite publicamente, mas tem pretensões de ser ele o sucessor do atual presidente, apesar de sofrer forte rejeição dentro da atual diretoria. De olho no lucro que pode obter com essa divisão na situação, Garcia tenta se aproximar dele. A aliança, aparentemente difícil de ser concretizada, faria um grande estrago na campanha de Gobbi, que ainda procura um cabo-eleitoral que o jogue nos braços dos sócios (eleitores), tarefa que até agora Andrés não cumpriu.

A nova união representaria para o futebol corintiano uma combinação entre dois estilos diferentes. Garcia aposta em olheiros que vasculham clubes pequenos, principalmente no interior paulista, em busca de jovens baratos e promissores. Já André acredita que jogador bom tem que ser encontrado nas categorias de base, onde fez a maior parte de sua carreira no Parque São Jorge.

Os dois são avessos ao estilo da administração atual, que valoriza craques bons de marketing. Conceito que continuará em alta no clube caso Gobbi vença, pois seu candidato à vice será Luíz Paulo Rosenberg, idealizador desse formato.