sexta-feira, 15 de abril de 2011

Que tal Ronaldo como presidente do Corinthians no futuro?

Mário Gobbi, Paulo Garcia, André Luiz de Oliveira…

Os três desejam ser presidente do Corinthians.

Só pode sair candidato quem já foi conselheiro duas vezes e está em dia com as obrigações como sócio.

Por isso Ronaldo não poderia se candidatar.

Se não fosse o impedimentro legal, me parece que seria a melhor opção para dar continuidade ao trabalho da atual direção.

A influência dele no clube é gigantesca. Praticamente manda lá.

Transita sem dificuldades por altas esferas dos Governo Federais, Estaduais e Municipais, além de Fifa e CBF.

É recebido de forma simpática em grandes clubes do mundo, pois se trata de um ídolo do futebol.

As agências de publicidade e algumas grandes empresas se interessam em associar a imagem do ex-jogador aos seus clientes e produtos.

Ronaldo atrai dinheiro.

Os jogadores doutros times, quando o “fenômeno” os procura, descem do salto alto e se comportam tal qual fãs.

O ex-boleiro teria facilidade para levar grandes atletas ao Alvinegro.

O mundo todo falaria do fato.

A marca Corinthians seria valorizada em todo o planeta.

E cada ação de Ronaldo divulgada.

Vale pensar no assunto para o futuro, não?

De olho nos convênios médicos

Quem tem plano de saúde privado conhece bem os problemas e dificuldades criados pelos convênios. Como pagam pouco para os médicos credenciados, as salas de espera dos consultórios vivem lotadas. Consultas duram não muito mais que 15 minutos. Isso quando o doente não tem de esperar semanas para conseguir marcar uma hora.

Está certo que depender do SUS é muito pior, mas o cliente paga pelo serviço e tem direito a receber o melhor atendimento. Só que nem sempre isso combina com o lucro que os planos gostariam de manter.

Os exames que os médicos pedem para descobrir o que a pessoa tem, por exemplo, podem custar bem caro. Alguns planos fazem pressão para que os doutores diminuam os pedidos.

Cabe ao médico, e não ao convênio, decidir se o exame é necessário ou não. Para incentivá-lo a limitar os pedidos, há empresas que recorrem a um tipo de suborno, apelidado de 'bônus': o doutor que diminuir a quantidade de exames por paciente acaba recebendo mais do plano pela realização de cada consulta.

Há denúncias, também, de que alguns médicos recebem visitas suspeitas de representantes dos convênios. Na conversa, fica claro que é melhor diminuir os pedidos para não correr o risco de ser descredenciado.

Agora, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar, que fiscaliza os convênios) parece que acordou para o problema. Para acabar com essa história de bônus, criou uma multa. O plano que recorrer ao incentivo desonesto terá de pagar R$ 35 mil como castigo.

Os convênios negam a existência do prêmio, é claro. Fique de olho. Se desconfiar que seu médico entrou nessa, denuncie.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sete milhões parados

A cada ano, parece que o trânsito em São Paulo fica pior. Um dos principais motivos é que as ruas da cidade estão entupidas de carros. Neste mês, foi atingida a inacreditável marca de 7 milhões de veículos registrados, diz o Detran.

Na prática, nem todos chegam a lotar as ruas, porque muitos saíram de circulação sem que houvesse baixa nos arquivos oficiais. Mesmo assim, todos os dias mais de 600 carros, motos e caminhões se juntam ao trânsito caótico da cidade, sempre engarrafado.

O resultado é que o paulistano, na prática, tem seu direito de ir e vir bloqueado. Pensou em ir ao parque? Uma hora e meia parado. Vai visitar a família em outro bairro distante? Horas no carro. Muita gente acaba desistindo de fazer as coisas.

O cidadão nem sempre percebe, mas o fato é que o trânsito se tornou um impedimento para levar uma vida normal em São Paulo.

A solução, de tão batida, já caiu na boca do povo: mais investimento no transporte público, com uma rede bem maior de metrô e reforma ou construção de corredores exclusivos de ônibus.

O metrô, com as inaugurações recentes, chegou aos 70 km de malha (se incluída a rede da CPTM, são ao todo uns 230 km). Bem menos que em cidades dos EUA e da Europa. Em Londres, por exemplo, são 400 km. Não é à toa que 90% da população, lá, recorre ao transporte público.

O investimento em corredores de ônibus, solução mais rápida e barata que o metrô, também patina. O prefeito Gilberto Kassab prometeu inaugurar 66 quilômetros em sua segunda gestão, mas quase nada foi feito.

Antigamente se dizia que São Paulo não pode parar, mas já está parando.

Empregos na tabuleta

Ainda será preciso ver para acreditar, mas é bem-vindo o anúncio feito na China pela presidente Dilma Rousseff de que a empresa Foxconn vai montar no Brasil o iPad, o computador de mão (tablet, ou tabuleta) que se tornou um dos maiores objetos de desejo no mundo da informática.

A empresa, que é de Taiwan, já fabrica na China esses aparelhos projetados e lançados pela companhia norte-americana Apple.

Se tudo der certo, a produção no Brasil vai começar ainda neste ano. Isso deve ajudar a baixar o preço do tablet, mais fácil de carregar do que o computador portátil (laptop) e que permite uma leitura mais confortável do que os telefones 'inteligentes', com acesso à rede internet.

Hoje importado, o iPad custa em torno de R$ 1.600, preço bem salgado. Se ficar mais barato, também pode incentivar a queda do preço de tabuletas fabricadas por concorrentes da Apple.

No caso do iPad, o aparelho será só montado no Brasil. Quer dizer, as peças virão prontas do exterior. Mas a boa notícia é que a Foxconn, que já tem cinco fábricas no país, prometeu investir aqui ao todo US$ 12 bilhões em cinco anos.

Isso é quase dois terços de todo o dinheiro que a China investiu no ano passado por aqui, só que em minérios, petróleo e outras áreas.

A empresa de Taiwan disse que fará no Brasil telas de computador, um produto de alta tecnologia que hoje só é fabricado em três países. Isso significaria a criação de milhares de empregos.

Os planos discutidos pela Foxconn com a presidente Dilma são tão ambiciosos que muitos especialistas brasileiros ficaram desconfiados. É o caso de comemorar, mas parece prudente ficar atento e manter um pé atrás.

Corpo estendido no chão

Morador de rua de 64 anos, Damião Barbosa morreu ontem de madrugada a 20 metros de um pronto-socorro da prefeitura na Barra Funda (zona oeste), administrado pela Santa Casa da Misericórdia.

O corpo de Damião, que era diabético e há quatro dias tinha procurado atendimento na unidade, foi recolhido só no meio da tarde pelo Instituto Médico Legal, sete horas depois de a polícia ter sido avisada. Os plantonistas do pronto-socorro não fizeram nada.

Até ontem à noite, não se sabia se o morador de rua chegou a entrar na fila para uma nova consulta de emergência. Ele tinha sido visto nas imediações desde a tarde de segunda-feira.

A cena chocante, na maior cidade de um país que se considera civilizado, é consequência de uma visão burocrática das regras de funcionamento dos hospitais e postos de atendimento médico.

Como não existem normas detalhadas sobre como recolher pacientes na rua, os funcionários dizem que podem ser responsabilizados se algo acontecesse no caminho até a unidade onde trabalham. Só atendem quem está dentro.

O caso de Damião não chega a ser inédito. Acontecimentos semelhantes já foram relatados, aqui mesmo em São Paulo, e também em outras cidades.

Mas isso só torna o que ocorreu na Barra Funda mais grave. Mostra o despreparo de quem deveria atender qualquer pessoa do público, sem discriminação. A decisão só dependia de bom senso e de um pouco mais de humanidade.

Entre a cadeia e a liberdade

Poucos sabem, mas cerca de 40% das pessoas presas hoje no Brasil estão aguardando julgamento. Ou seja, estão presas sem ter sido condenadas.

Isso acontece porque os juízes, hoje, não têm muita escolha. Sua primeira opção é deixar a pessoa livre, enquanto espera a sentença, em obediência ao princípio da presunção de inocência --quer dizer, ninguém deve ser considerado culpado até que seja condenado.

A outra opção é mandar prender, caso avalie que o réu pode ameaçar testemunhas, continuar praticando crimes e violências ou fugir da Justiça. Neste caso, porém, corre o risco de manter presa uma pessoa que os tribunais poderão depois julgar inocente. Uma injustiça.

Além disso, quem passa uma temporada na cadeia fica com a ficha suja. Depois, encontra dificuldade para arrumar um emprego. Ou ainda, muito pior, pode acabar recrutado pelo crime, depois do convívio forçado com os bandidos.

Um projeto de lei aprovado no Congresso, em Brasília, pode facilitar a vida dos juízes e dos réus.

A nova legislação cria algumas opções intermediárias para o juiz, como a prisão domiciliar, ou a proibição de frequentar certos locais (como bares). Outra medida possível é obrigar a pessoa a usar tornozeleiras eletrônicas para localização, caso o juiz tenha razões para acreditar que ela vai tentar fugir.

São medidas prudentes, que vão ajudar os juízes e os administradores de casas de detenção. Não é uma boa ideia encher as prisões de gente que não precisa de cadeia nem deixar completamente solto o acusado que provavelmente vai continuar aprontando.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Site 'Show de Centavos' é jogo de azar e engana consumidores

O site 'Show de Centavos' é anunciado no programa do apresentador Ratinho da forma como o nome sugere. O consumidor poderá comprar produtos por míseros reais, valorizando os centavos. Mas a verdade não é bem assim.

Quando o internauta se cadastra no site e assiste ao vídeo explicativo (se é que assiste) descobre que os centavos são fictícios. Para poder participar dos chamados lances é necessário comprar créditos que estão disponíveis a partir de R$ 30.

Após comprar os créditos começa o jogo de azar. Em cada lance, um crédito é transformado em um centavo e o valor adicionado ao produto desejado. Reparam no truque? Cada crédito de 1 real vira 1 centavo.

Supondo que você tenha comprado os R$ 30 em créditos e resolva disputar um produto com outros usuários que também estejam on line querendo o mesmo que você, poderá gastar tudo em fração de segundos, quase como se estivesse apostando em um cassino.

O engraçado é que faltando 1 segundo para acabar o prazo dado pelo sistema, se um internauta der um novo lance, mais 15 segundos são adicionados ao tempo numa espécie de roda que não parar de girar até que todos desistam e apenas uma pessoa "ganhe". Essa situação me leva a uma pergunta: o que impede o site de ter um robozinho que faça apostas falsas só para estimular as pessoas a darem novos lances?

Como cada lance de 1 centavo na verdade vale 1 real, o produto não é exatamente vendido pelo valor apresentado. Se uma câmera digital anunciada por R$ 400 for arrematada por R$ 23,15, por exemplo, na verdade significa que o site conseguiu mais de R$ 2 mil por ela, concordam?

A ideia é genial, não há dúvida. E a crítica aqui não está direcionada ao potencial de faturamento do 'Show de Centavos', mas sim à propaganda na televisão que não explica corretamente o seu funcionamento, além do vídeo tutorial que mais parece uma lavagem de mãos ao estilo Judas. Sem contar que o próprio site exige que você concorde com um termo de compromisso no qual "esclarece" que não se trata de jogo de azar. É possível algo assim vindo de uma empresa que conta com a parceria de um gigante como a Ricardo Eletro?

Mas e os R$ 30 que gastei nos lances, perco tudo? O site diz que você poderá utilizá-los como desconto na compra do produto no qual você apostou. Não pode utilizar em outro? Não. E se eu não quiser comprar aquele item? Então, como diz a malandragem: "Perdeu, playboy".