Ônibus com torcedores do Corinthians é apreendido em Jequié, na Bahia
Além das irregularidades do veículo, integrantes da Gaviões da Fiel fazem baderna e são escoltados pela Polícia Militar
Um ônibus que transportava 35 torcedores do Corinthians para o jogo desta quarta-feira contra o Bahia, em Pituaçu, foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal no município de Jequié, a 365 quilômetros de Salvador. A abordagem da PRF aconteceu na terça-feira, quando o veículo trafegava pelo quilômetro 667 da BR-116.
- Recebemos uma denúncia de que pessoas do ônibus faziam baderna na rodovia, arremessando objetos pela janela, inclusive um extintor de incêndio atingiu um veículo. Quando o coletivo chegou ao posto, realizamos uma abordagem e encontramos diversas irregularidades – disse o inspetor da PRF Amando Borges.
Segundo o inspetor, ônibus da empresa Objetiva Turismo, estava com a licença da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) vencida, o seguro obrigatório para o transporte de passageiros não estava pago, além do motorista não possuir uma lista dos passageiros. Segundo ele, o veículo permanece no pátio da PRF até que seja regularizado.
Ainda na terça-feira, os integrantes da torcida Gaviões da Fiel seguiram a pé até um posto de combustível situado a cerca de 800 metros da PRF, mas foram expulsos por funcionários e o dono do estabelecimento.
- Eles voltaram a fazer badernas. Depois da expulsão, seguiram para outro posto de combustível, onde também aprontaram. Só que desta vez, a Polícia Militar foi acionada e escoltou os torcedores até o centro de Jequié, onde compraram passagens para um ônibus de linha para Salvador – exlplicou o inspetor.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Corrupção sem barreiras
O Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo no final de outubro de 2007. O Rio ganhou o direito de receber a Olimpíada de 2016 em outubro de 2009. Desde então, quase nada foi feito.
Os aeroportos continuam muito ruins. O transporte público nas cidades é um desastre. Os estádios estão caindo aos pedaços.
Com medo de passar vexame fora dos campos e ginásios, o governo quer mudar as regras para a licitação das obras ligadas aos dois eventos esportivos.
Uma medida aprovada na Câmara dos Deputados afrouxa os controles sobre as concorrências. Além disso, e pior, torna os orçamentos 'sigilosos'. Ou seja: primeiro, liberam as empreiteiras para gastar quase que sem supervisão. Em seguida, tornam muito mais difícil a fiscalização.
É só lembrar que os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, custaram oito vezes mais que o previsto. O orçamento inicial, em 2002, era de R$ 410 milhões. A conta, paga por todos nós, fechou em R$ 3,7 bilhões.
As obras da Copa e da Olimpíada, mesmo antes dessa nova medida ser aprovada, já iam pelo mesmo caminho. A reforma do Maracanã, para ficar em um exemplo, saltou de R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão.
O argumento do governo, de que o sigilo pode deixar a obra mais barata porque as empreiteiras não vão poder combinar preços, é ridículo. Até parece que esse segredo vai impedir fraudes e corrupção.
O texto que libera geral ainda vai ser votado no Senado. É bom torcer para que seja alterado. Do jeito como está, não vai haver limites para a bandalheira.
O sigilo, nesses casos, serve só para esconder as falcatruas.
Os aeroportos continuam muito ruins. O transporte público nas cidades é um desastre. Os estádios estão caindo aos pedaços.
Com medo de passar vexame fora dos campos e ginásios, o governo quer mudar as regras para a licitação das obras ligadas aos dois eventos esportivos.
Uma medida aprovada na Câmara dos Deputados afrouxa os controles sobre as concorrências. Além disso, e pior, torna os orçamentos 'sigilosos'. Ou seja: primeiro, liberam as empreiteiras para gastar quase que sem supervisão. Em seguida, tornam muito mais difícil a fiscalização.
É só lembrar que os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, custaram oito vezes mais que o previsto. O orçamento inicial, em 2002, era de R$ 410 milhões. A conta, paga por todos nós, fechou em R$ 3,7 bilhões.
As obras da Copa e da Olimpíada, mesmo antes dessa nova medida ser aprovada, já iam pelo mesmo caminho. A reforma do Maracanã, para ficar em um exemplo, saltou de R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão.
O argumento do governo, de que o sigilo pode deixar a obra mais barata porque as empreiteiras não vão poder combinar preços, é ridículo. Até parece que esse segredo vai impedir fraudes e corrupção.
O texto que libera geral ainda vai ser votado no Senado. É bom torcer para que seja alterado. Do jeito como está, não vai haver limites para a bandalheira.
O sigilo, nesses casos, serve só para esconder as falcatruas.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Espaço para as bicicletas
A fragilidade dos ciclistas voltou a ficar evidente com a morte do empresário Antonio Bertolucci na avenida Sumaré (zona oeste de SP), atropelado por um ônibus de turismo. Não se sabe ainda quem teve responsabilidade pelo acidente.
"Tio Antonello", como ficou conhecido pela turma bicicleteira, era um entusiasta do ciclismo. Aos 68 anos, pedalava há décadas, sempre de capacete. Já tinha sofrido alguns acidentes, mas nunca desistiu.
Não foi por falta de experiência ou habilidade, portanto, que Bertolucci acabou morrendo. Alguém poderia dizer que foi por amor. Ou por insistir em fazer algo que lhe dava prazer, mas que a cidade mal tolera.
Qualquer pessoa pode enxergar que São Paulo não é um lugar bom para andar de bicicleta. Há muitas ladeiras, o asfalto está cheio de buracos e ondulações, e o trânsito é uma loucura.
Isso não quer dizer que não há lugar nas ruas para os ciclistas. Se carros, coletivos, caminhões, motos e pedestres podem circular por aí, por que não as magrelas? Espaço existe. O que não existe é segurança.
Ciclovias são uma boa ideia, mas não uma solução. Por mais dessas pistas protegidas que a prefeitura crie, elas acabam servindo mais para passear. Dificilmente resolverão o problema de quem prefere usar a magrela para ir ao trabalho.
Em dois anos, 110 ciclistas morreram nas ruas paulistanas. Não parece muito, mas é, pois só alguns milhares usam magrelas na cidade. Em Copenhague, na Dinamarca, o meio de transporte é utilizado por 1 milhão de pessoas todos os dias, mas só houve seis mortes em 2009. Em outras palavras, uma cidade pode aprender a abrir espaço para as bicicletas. Basta os motoristas, os motoqueiros e os próprios ciclistas agirem com mais prudência no trânsito.
"Tio Antonello", como ficou conhecido pela turma bicicleteira, era um entusiasta do ciclismo. Aos 68 anos, pedalava há décadas, sempre de capacete. Já tinha sofrido alguns acidentes, mas nunca desistiu.
Não foi por falta de experiência ou habilidade, portanto, que Bertolucci acabou morrendo. Alguém poderia dizer que foi por amor. Ou por insistir em fazer algo que lhe dava prazer, mas que a cidade mal tolera.
Qualquer pessoa pode enxergar que São Paulo não é um lugar bom para andar de bicicleta. Há muitas ladeiras, o asfalto está cheio de buracos e ondulações, e o trânsito é uma loucura.
Isso não quer dizer que não há lugar nas ruas para os ciclistas. Se carros, coletivos, caminhões, motos e pedestres podem circular por aí, por que não as magrelas? Espaço existe. O que não existe é segurança.
Ciclovias são uma boa ideia, mas não uma solução. Por mais dessas pistas protegidas que a prefeitura crie, elas acabam servindo mais para passear. Dificilmente resolverão o problema de quem prefere usar a magrela para ir ao trabalho.
Em dois anos, 110 ciclistas morreram nas ruas paulistanas. Não parece muito, mas é, pois só alguns milhares usam magrelas na cidade. Em Copenhague, na Dinamarca, o meio de transporte é utilizado por 1 milhão de pessoas todos os dias, mas só houve seis mortes em 2009. Em outras palavras, uma cidade pode aprender a abrir espaço para as bicicletas. Basta os motoristas, os motoqueiros e os próprios ciclistas agirem com mais prudência no trânsito.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Andrés promete assinar contrato com construtora até o fim do mês de junho

Clube tem até 12 de julho para apresentar garantias financeiras à Fifa. Mandatário diz ao MP que dutos da Petrobras não serão removidos agora
O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, visitou nesta quinta-feira as obras do estádio alvinegro, em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. O mandatário tranquilizou os torcedores sobre o andamento da construção e revelou que o contrato com uma construtora será assinado até o fim do mês. A Odebrecht segue como a principal candidata, mas o valor da arena pode emperrar o acordo.
Andrés Sanches e representante da Odebrecht em Itaquera (Foto: Divulgação / Assessoria Corinthians)
- A torcida pode ficar tranquila. Nós estamos agora na parte final do contrato e até o final do mês estará tudo certo. As árvores estão sendo removidas e plantadas em outros lugares, a terraplanagem está sendo feita, enfim, as obras estão 100% a vapor - afirmou.
Sanches respondeu também à orientação do Ministério Público Federal, que na quarta-feira recomendou ao presidente da Petrobras Transporte (Transpetro), José Sérgio de Oliveira, que não autorize o reposicionamento dos dutos sob o terreno sem que o Timão e a Odebrecht assinem um contrato.
Segundo o presidente corintiano, a remoção dos dutos não será feita antes do dia 12 de julho, prazo dado pela Fifa para a apresentação das garantias financeiras pela construção do estádio. Portanto, quando a for modificação for feita, o clube já terá um contrato asssinado.
Além da visita, Andrés Sanches recebeu em Itaquera a Subcomissão Permanente para Acompanhamento, Fiscalização e Controle dos Recursos Públicos Federais destinados à Copa de 2014, órgão ligado à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
sábado, 4 de junho de 2011
Para celebrar estádio, corintianos fazem churrasco em Itaquera

Obras do estádio corintiano tiveram início na última segunda
Foto: Reinaldo Marques/Terra
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A manhã deste sábado foi de festa para torcedores e curiosos que foram a Itaquera, Zona Leste de São Paulo, participar de um churrasco organizado por corintianos. A celebração aconteceu em frente ao terreno onde será erguido o estádio do Corinthians, cotado para receber a abertura da Copa do Mundo de 2014.
Ao som de "El, el, el, tem estádio para a Fiel", os alvinegros celebraram o início das obras da arena corintiano. Segundo Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do clube, o término da construção está previsto para o fim de 2013. Ou seja, seis meses antes do Mundial.
Embora boa parte dos presentes tenha comemorado o andamento da edificação, Sidnei Beires, um dos líderes do movimento "Amor 100 limites", responsável pela realização do churrasco, assegura que não foi o pontapé dos trabalhos que motivou a reunião. Segundo ele, a iniciativa é para apoiar o clube.
"É um movimento que partiu de amigos para o torcedor corintiano, sem patrocínio. Já estava coordenado antes mesmo do começo das obras do estádio. Se eu não me engano estava programado desde o dia 8 de maio, na primeira final do Paulista", afirmou o assistente jurídico, 28 anos.
De acordo com uma faixa estendida próximo à churrasqueira, pelo menos uma vez por mês os amigos se encontrarão em frente ao terreno para observar o andamento dos trabalhos. "O intuito deste churrasco é simplesmente dizer que estamos de olho na construção do estádio, mas não estamos pressionando ninguém. Não fazemos cobrança. Estamos apoiando o Corinthians".
Segundo Beires, a iniciativa não está vinculada a nenhuma torcida organizada. É um evento destinado totalmente aos aficionados pelo clube do Parque São Jorge.
"O churrasco é totalmente comunitário. Por isso que pedimos um engradado de cerveja ou quilo de carne para poder participar da festa. Ninguém aqui tem condição de bancar. Não temos verba do governo, do clube e de nenhuma entidade", disse.
Greve descarrilada
Por mais que a greve seja um direito legítimo, garantido por lei, trabalhadores deveriam refletir melhor antes de iniciar paralisações que possam prejudicar milhões de pessoas.
Nesta semana, as seis linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) chegaram a ficar totalmente paradas, atingindo as 89 estações.
Depois, os ferroviários retornaram ao "estado de greve", para negociar sem parar o serviço. Mas isso não apaga o fato de que mais de 2 milhões de passageiros foram prejudicados em 22 cidades da região metropolitana de São Paulo.
Por trás dos números, há uma infinidade de dramas individuais. Muitas gente perdeu o dia de trabalho, compromissos, exames, aulas, encontros.
Muitas dessas estações de trem ficam distantes da região central, onde a maior parte das pessoas trabalha. Ir de ônibus se torna quase inviável. As estações do metrô em áreas próximas ficaram superlotadas.
Para ser eficaz, uma greve não precisa ser total. Uma decisão da Justiça obrigava que 90% dos trens circulassem no horário de pico, mas foi descumprida. Ainda não foi decidido se, e como, a multa de R$ 200 mil por dia vai ser paga.
O valor é até pequeno, se comparado aos transtornos provocados aos trabalhadores. Os ferroviários precisam arcar com as consequências de suas decisões.
Se quiserem ter seus pedidos respeitados, os grevistas precisam respeitar também a população. Isso significa manter a operação em padrões aceitáveis, sem levar o caos a milhões de pessoas. Só assim a negociação poderá entrar nos trilhos.
Nesta semana, as seis linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) chegaram a ficar totalmente paradas, atingindo as 89 estações.
Depois, os ferroviários retornaram ao "estado de greve", para negociar sem parar o serviço. Mas isso não apaga o fato de que mais de 2 milhões de passageiros foram prejudicados em 22 cidades da região metropolitana de São Paulo.
Por trás dos números, há uma infinidade de dramas individuais. Muitas gente perdeu o dia de trabalho, compromissos, exames, aulas, encontros.
Muitas dessas estações de trem ficam distantes da região central, onde a maior parte das pessoas trabalha. Ir de ônibus se torna quase inviável. As estações do metrô em áreas próximas ficaram superlotadas.
Para ser eficaz, uma greve não precisa ser total. Uma decisão da Justiça obrigava que 90% dos trens circulassem no horário de pico, mas foi descumprida. Ainda não foi decidido se, e como, a multa de R$ 200 mil por dia vai ser paga.
O valor é até pequeno, se comparado aos transtornos provocados aos trabalhadores. Os ferroviários precisam arcar com as consequências de suas decisões.
Se quiserem ter seus pedidos respeitados, os grevistas precisam respeitar também a população. Isso significa manter a operação em padrões aceitáveis, sem levar o caos a milhões de pessoas. Só assim a negociação poderá entrar nos trilhos.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
De papo com o perigo
Cigarro e álcool, já se sabia: causam câncer. Mas o uso do celular também? É preciso calma com a notícia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu, por enquanto, o uso excessivo de celular numa longa lista de suspeitos. Café, verduras enlatadas e o trabalho em tinturarias que fazem lavagem a seco também não estão descartados. Tudo depende ainda de muita pesquisa para se confirmar.
Em geral se pensa que, no mundo científico, tudo é só certeza e conclusão definitiva. Ao contrário: cada nova teoria é testada muitas vezes. O conhecimento vai se constituindo aos poucos.
O que se sabe, até agora, é que pessoas com alguns tipos de câncer na cabeça contaram a pesquisadores que usam celular com uma frequência acima da média --mais de uma hora por dia.
Outros fatores, além do celular, podem ter contribuído para a doença. Com graus diferentes de certeza, 900 produtos e comportamentos suspeitos de causar câncer foram listados.
Seria difícil, na vida moderna, eliminar do cotidiano tudo o que foi apontado como "possivelmente cancerígeno". Seja como for, um pouco menos de celular não faria mal a ninguém.
Basta ver o número de carros desgovernados que andam pelas ruas de São Paulo. Bebedeira do motorista? Pode ser. Mas é também provável que o cidadão esteja falando no celular.
Protegido pelo insulfime, o cidadão discute com a mulher, programa a balada do fim de semana, combina o preço com um fornecedor ou simplesmente reclama da vida, enquanto guia por aí. O motociclista faz o mesmo, e o pedestre, também. É grande o risco de todos se encontrarem no cemitério, antes mesmo que a OMS chegue a uma recomendação definitiva sobre o celular.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu, por enquanto, o uso excessivo de celular numa longa lista de suspeitos. Café, verduras enlatadas e o trabalho em tinturarias que fazem lavagem a seco também não estão descartados. Tudo depende ainda de muita pesquisa para se confirmar.
Em geral se pensa que, no mundo científico, tudo é só certeza e conclusão definitiva. Ao contrário: cada nova teoria é testada muitas vezes. O conhecimento vai se constituindo aos poucos.
O que se sabe, até agora, é que pessoas com alguns tipos de câncer na cabeça contaram a pesquisadores que usam celular com uma frequência acima da média --mais de uma hora por dia.
Outros fatores, além do celular, podem ter contribuído para a doença. Com graus diferentes de certeza, 900 produtos e comportamentos suspeitos de causar câncer foram listados.
Seria difícil, na vida moderna, eliminar do cotidiano tudo o que foi apontado como "possivelmente cancerígeno". Seja como for, um pouco menos de celular não faria mal a ninguém.
Basta ver o número de carros desgovernados que andam pelas ruas de São Paulo. Bebedeira do motorista? Pode ser. Mas é também provável que o cidadão esteja falando no celular.
Protegido pelo insulfime, o cidadão discute com a mulher, programa a balada do fim de semana, combina o preço com um fornecedor ou simplesmente reclama da vida, enquanto guia por aí. O motociclista faz o mesmo, e o pedestre, também. É grande o risco de todos se encontrarem no cemitério, antes mesmo que a OMS chegue a uma recomendação definitiva sobre o celular.
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